{"id":29325,"date":"2026-05-20T14:22:19","date_gmt":"2026-05-20T17:22:19","guid":{"rendered":"https:\/\/portaldrysousa.com.br\/?p=29325"},"modified":"2026-05-20T14:22:19","modified_gmt":"2026-05-20T17:22:19","slug":"maes-brasileiras-que-fazem-arte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portaldrysousa.com.br\/?p=29325","title":{"rendered":"m\u00e3es brasileiras que fazem arte"},"content":{"rendered":"\n<div>\n<p>Entre o cuidado cotidiano, a cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica e a defesa de seus territ\u00f3rios, m\u00e3es artistas brasileiras t\u00eam transformado a maternidade em linguagem pol\u00edtica, mem\u00f3ria e resist\u00eancia. Em diferentes linguagens \u2014 da m\u00fasica ao artesanato, do cinema ao graffiti \u2014 essas mulheres articulam ancestralidade, afeto e den\u00fancia para produzir obras atravessadas por experi\u00eancias de ra\u00e7a, territ\u00f3rio, pertencimento e sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>Ind\u00edgenas, quilombolas, negras e perif\u00e9ricas, elas constroem trajet\u00f3rias em que maternidade e cria\u00e7\u00e3o aparecem profundamente conectadas. Em comum, seus trabalhos recusam vis\u00f5es romantizadas do cuidado e revelam como mulheres transformam experi\u00eancias individuais e coletivas em arte, mem\u00f3ria e perman\u00eancia. Conhe\u00e7a algumas delas:<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/moniique_____\/\" class=\"ek-link\"><strong>Andressa Monique<\/strong><\/a><\/h3>\n<div class=\"nos-galeria position-relative my-5\">\n<div class=\"d-flex\">\n<div class=\"gal-ajuste mt-3 mt-md-0\">\n<p class=\"titulo m-0 text-uppercase mb-2\">GALERIA <span class=\"here\">1<\/span>\/1<\/p>\n<div class=\"nos-galeria__slider\">\n<div class=\"slide\">\n<div class=\"text-center\">\n                                <picture><\/picture>\n                            <\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Andressa Monique \u00e9 uma grafiteira, ilustradora, arquiteta e urbanista nascida em Salvador (BA), na comunidade do Beiru. M\u00e3e e artista negra, sua produ\u00e7\u00e3o busca reconectar ancestralidade, territ\u00f3rio e representatividade por meio da arte urbana, especialmente a partir da valoriza\u00e7\u00e3o de mulheres negras e das religi\u00f5es afro-brasileiras. Em seus murais, o graffiti aparece como ferramenta de combate ao racismo e de transforma\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os urbanos, levando para as cidades imagens de afeto, mem\u00f3ria e resist\u00eancia.<\/p>\n<p>Em 2024, Monique lan\u00e7ou a obra \u201c<a href=\"https:\/\/almapreta.com.br\/sessao\/cultura\/artista-de-salvador-homenageia-maternidade-negra-com-obra-de-grafite\/\">Dengo de M\u00e3e<\/a>\u201d, mural que homenageia mulheres negras historicamente obrigadas a renunciar \u00e0 pr\u00f3pria maternidade para cuidar dos filhos de outras fam\u00edlias. A pintura aborda temas como viol\u00eancia obst\u00e9trica, racismo e aus\u00eancia de redes de apoio, ao mesmo tempo em que reivindica o direito de m\u00e3es negras viverem a maternidade com cuidado, acolhimento e seguran\u00e7a.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/eunicebaia\/\" class=\"ek-link\">Eunice Baia<\/a><\/strong><\/h3>\n<div class=\"nos-galeria position-relative my-5\">\n<div class=\"d-flex\">\n<div class=\"gal-ajuste mt-3 mt-md-0\">\n<p class=\"titulo m-0 text-uppercase mb-2\">GALERIA <span class=\"here\">1<\/span>\/1<\/p>\n<div class=\"nos-galeria__slider\">\n<div class=\"slide\">\n<div class=\"text-center\">\n                                <picture><\/picture>\n                            <\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Eunice Ba\u00eda \u00e9 atriz, artista visual, estilista e m\u00e3e ind\u00edgena do povo Bar\u00e9, nascida em Barcarena, no Par\u00e1. Conhecida por interpretar a protagonista dos filmes Tain\u00e1, ela construiu uma trajet\u00f3ria ligada \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, da cultura ind\u00edgena e da rela\u00e7\u00e3o com a natureza desde a inf\u00e2ncia. Depois do sucesso nos cinemas, decidiu se afastar da atua\u00e7\u00e3o diante das c\u00e2meras e passou a trabalhar com moda, figurino e arte ind\u00edgena, criando sua pr\u00f3pria marca e atuando como coordenadora de figurino no Bal\u00e9 da Cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>M\u00e3e de tr\u00eas filhos \u2014 Ant\u00f4nio, Aru\u00e3 e Ayara \u2014, Eunice compartilha nas redes sociais reflex\u00f5es sobre maternidade, territ\u00f3rio e cuidado. Em 2024, falou publicamente sobre a experi\u00eancia da maternidade solo durante a terceira gravidez, descrevendo o peso f\u00edsico e emocional de conciliar trabalho, cria\u00e7\u00e3o dos filhos e rotina dom\u00e9stica sem rede de apoio. Ao mesmo tempo, suas publica\u00e7\u00f5es revelam uma maternidade profundamente conectada \u00e0 ancestralidade e ao pertencimento ao Norte do pa\u00eds, frequentemente retratando momentos com os filhos em rios, parques e paisagens amaz\u00f4nicas.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><a href=\"https:\/\/www.ifpb.edu.br\/noticias\/2025\/03\/conheca-gileide-silva-uma-lider-quilombola-que-faz-arte-ancestral-com-barro\" class=\"ek-link\">Gileide Silva<\/a><\/strong><\/h3>\n<div class=\"nos-galeria position-relative my-5\">\n<div class=\"d-flex\">\n<div class=\"gal-ajuste mt-3 mt-md-0\">\n<p class=\"titulo m-0 text-uppercase mb-2\">GALERIA <span class=\"here\">1<\/span>\/1<\/p>\n<div class=\"nos-galeria__slider\">\n<div class=\"slide\">\n<div class=\"text-center\">\n                                <picture><\/picture>\n                            <\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Gileide Ferreira da Silva \u00e9 uma artes\u00e3, m\u00e3e e lideran\u00e7a quilombola da Comunidade Quilombola Serra do Talhado Urbano, em Santa Luzia, na Para\u00edba. Presidente da <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/louceiras_quilombola\/\">Associa\u00e7\u00e3o das Louceiras Negras<\/a> h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, ela atua na preserva\u00e7\u00e3o de uma tradi\u00e7\u00e3o ancestral de produ\u00e7\u00e3o de lou\u00e7as de barro transmitida entre gera\u00e7\u00f5es de mulheres negras quilombolas.<\/p>\n<p>Desde os sete anos, aprendeu o of\u00edcio com a av\u00f3 Rita Preta, transformando o barro n\u00e3o apenas em fonte de sustento, mas tamb\u00e9m em mem\u00f3ria, identidade e continuidade cultural. Ao lado de outras mulheres da associa\u00e7\u00e3o, participa de todas as etapas da produ\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as \u2014 da coleta do barro \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o \u2014 mantendo viva uma pr\u00e1tica coletiva que atravessa gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Sua trajet\u00f3ria tamb\u00e9m \u00e9 marcada pelo cuidado e pela organiza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria. Al\u00e9m de criar a pr\u00f3pria filha, Gileide assumiu a cria\u00e7\u00e3o dos sobrinhos ap\u00f3s o feminic\u00eddio da irm\u00e3, Maria do C\u00e9u, importante lideran\u00e7a quilombola da comunidade, al\u00e9m de cuidar da av\u00f3 com Alzheimer. Entre o trabalho artesanal, a administra\u00e7\u00e3o da associa\u00e7\u00e3o e o cuidado cotidiano, sua experi\u00eancia revela como mulheres quilombolas sustentam redes inteiras de mem\u00f3ria, sobreviv\u00eancia e resist\u00eancia coletiva.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/kaekaekae\/\" class=\"ek-link\">Ka\u00ea Guajajara<\/a><\/strong><\/h3>\n<div class=\"nos-galeria position-relative my-5\">\n<div class=\"d-flex\">\n<div class=\"gal-ajuste mt-3 mt-md-0\">\n<p class=\"titulo m-0 text-uppercase mb-2\">GALERIA <span class=\"here\">1<\/span>\/1<\/p>\n<div class=\"nos-galeria__slider\">\n<div class=\"slide\">\n<div class=\"text-center\">\n                                <picture><\/picture>\n                            <\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Ka\u00ea Guajajara \u00e9 uma cantora, compositora e ativista ind\u00edgena nascida em Mirinzal, no Maranh\u00e3o, e criada no Complexo da Mar\u00e9, no Rio de Janeiro. M\u00e3e e artista do povo Guajajara, encontrou no rap uma forma de transformar em m\u00fasica suas viv\u00eancias como mulher ind\u00edgena na favela e denunciar os impactos da coloniza\u00e7\u00e3o sobre os povos origin\u00e1rios.<\/p>\n<p>Em suas composi\u00e7\u00f5es, mistura hip-hop, funk, trap e instrumentos tradicionais ind\u00edgenas, criando o que define como \u201cm\u00fasica popular origin\u00e1ria\u201d \u2014 uma linguagem que conecta ancestralidade, territ\u00f3rio e vida urbana. Sua trajet\u00f3ria art\u00edstica \u00e9 marcada pelo enfrentamento ao apagamento das identidades ind\u00edgenas e pela defesa do bem viver coletivo.<\/p>\n<p>Fundadora do selo <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/azuruhu\/\">Azuruhu<\/a>, voltado ao fortalecimento de artistas ind\u00edgenas, Ka\u00ea utiliza a m\u00fasica para questionar viol\u00eancias hist\u00f3ricas, discutir pertencimento e afirmar a presen\u00e7a ind\u00edgena nas cidades. Em \u00e1lbuns como <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Rwwy6EB54_Q\">Kwarahy Tazyr<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=KIag1vspmpc\">Zahytata<\/a>, suas letras articulam mem\u00f3ria, espiritualidade, maternidade e resist\u00eancia, propondo outras formas de existir em meio \u00e0s marcas do racismo e da colonialidade.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/luedjiluna\/\" class=\"ek-link\">Luedji Luna<\/a><\/strong><\/h3>\n<div class=\"nos-galeria position-relative my-5\">\n<div class=\"d-flex\">\n<div class=\"gal-ajuste mt-3 mt-md-0\">\n<p class=\"titulo m-0 text-uppercase mb-2\">GALERIA <span class=\"here\">1<\/span>\/1<\/p>\n<div class=\"nos-galeria__slider\">\n<div class=\"slide\">\n<div class=\"text-center\">\n                                <picture><\/picture>\n                            <\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Luedji Luna \u00e9 cantora, compositora e m\u00e3e baiana que transformou a m\u00fasica em espa\u00e7o de elabora\u00e7\u00e3o das experi\u00eancias de mulheres negras, do amor, da solid\u00e3o e do pertencimento. Nascida em Salvador e criada entre os bairros do Cabula e Brotas, cresceu em uma fam\u00edlia ligada ao movimento negro e encontrou na m\u00fasica uma forma de transformar em arte as marcas do racismo vividas desde a inf\u00e2ncia. Suas can\u00e7\u00f5es misturam MPB, jazz, R&amp;B e ritmos afro-brasileiros, articulando mem\u00f3ria, pol\u00edtica, afetos e ancestralidade negra com uma sonoridade pr\u00f3pria e contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p>M\u00e3e de um menino, Luedji frequentemente relaciona maternidade, cuidado e sa\u00fade mental \u00e0 sua trajet\u00f3ria art\u00edstica. Em entrevistas recentes, falou sobre o esfor\u00e7o de conciliar o crescimento da carreira com o desejo de viver a maternidade de forma presente e saud\u00e1vel, recusando a l\u00f3gica do adoecimento e da sobrecarga no trabalho art\u00edstico. Ap\u00f3s abandonar o curso de Direito e se mudar para S\u00e3o Paulo para viver de m\u00fasica, consolidou-se como um dos principais nomes da m\u00fasica brasileira contempor\u00e2nea, indicada ao Grammy Latino e reconhecida por composi\u00e7\u00f5es que colocam no centro as experi\u00eancias de mulheres negras brasileiras.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"http:\/\/nosmulheresdaperiferia.com.br\/entre-o-barro-e-o-graffiti-maes-brasileiras-que-fazem-arte\/\">Tribunal Bras\u00edlia <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre o cuidado cotidiano, a cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica e a defesa de seus territ\u00f3rios, m\u00e3es artistas brasileiras t\u00eam transformado a maternidade em linguagem pol\u00edtica, mem\u00f3ria e resist\u00eancia. 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